O Brasil ocupa a segunda posição mundial em casos de síndrome de burnout, ficando atrás apenas do Japão, segundo dados da International Stress Management Association citados pelo Instituto de Psicologia da USP.
Os números são alarmantes: aproximadamente 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem com a síndrome, enquanto no Japão esse índice chega a impressionantes 70% da população.
A gravidade do cenário fica ainda mais evidente quando analisamos os dados do Ministério da Previdência Social: cerca de 288.865 brasileiros foram afastados do trabalho por transtornos de saúde mental em 2023.
Esse contingente representa não apenas um drama humano, mas também um impacto significativo na produtividade e na economia do país.
A princípio, muitas pessoas confundem a síndrome de burnout com cansaço comum ou estresse temporário.
Contudo, essa condição vai muito além do cansaço ocasional, representando um estado de exaustão crônica que pode comprometer seriamente a qualidade de vida.
Nesse sentido, compreender os sinais, causas e opções de tratamento dessa síndrome é fundamental para prevenir seu agravamento e buscar a recuperação adequada.
Frise-se, reconhecer o burnout precocemente pode fazer toda a diferença na jornada de volta ao bem-estar.
O que é a Síndrome de Burnout

A síndrome de burnout é oficialmente reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como uma doença ocupacional desde 2022, sendo caracterizada pelo esgotamento físico e emocional resultante de estresse crônico no ambiente de trabalho.
No Brasil, a classificação oficial entrou em vigor em janeiro de 2025, através do código QD85 da CID-11, reforçando a necessidade de empresas e gestores tratarem o tema com a seriedade que merece.
Além disso, essa condição afeta não apenas a performance profissional, mas também a saúde mental e física da pessoa.
O burnout se caracteriza por três dimensões principais: exaustão extrema, despersonalização e redução da eficácia profissional.
Do mesmo modo, o burnout se desenvolve gradualmente através da exposição prolongada a situações estressantes no trabalho, especialmente quando há desequilíbrio entre demandas excessivas e recursos disponíveis para lidar com elas.
Por outro lado, é importante distinguir essa síndrome do estresse comum, pois o burnout representa um estado mais profundo de exaustão que não se resolve apenas com descanso ou férias.
**O crescente interesse público sobre o assunto também se reflete nas estatísticas digitais: as buscas pelo termo “burnout” cresceram 83% em 2024, saltando para 368 mil pesquisas apenas em abril. Já o termo “burnout sintomas” praticamente dobrou, passando de 40.500 para 74.000 buscas no mesmo período, evidenciando a crescente preocupação da população com essa condição.**
Principais causas da Síndrome de Burnout
Várias situações no ambiente profissional podem contribuir para o desenvolvimento desta condição.
Primeiramente, a sobrecarga de trabalho constante, prazos irreais e pressão excessiva por resultados criam um ambiente propício para o esgotamento.
Além disso, fatores como falta de reconhecimento, ausência de autonomia nas decisões e conflitos interpessoais no trabalho também podem acelerar o processo de desenvolvimento da síndrome.
Da mesma forma, a cultura organizacional tóxica, onde não há equilíbrio entre vida pessoal e profissional, contribui significativamente para o surgimento dos sintomas de burnout.
Fatores de risco mais comuns
- Sobrecarga de trabalho: demandas que excedem consistentemente a capacidade individual de execução;
- Falta de controle: pouca autonomia para tomar decisões sobre métodos e prioridades de trabalho;
- Recompensas inadequadas: salário insuficiente ou falta de reconhecimento pelo esforço investido;
- Quebra de comunidade: relacionamentos conflituosos ou ausência de apoio entre colegas;
- Ausência de justiça: percepção de tratamento desigual ou decisões organizacionais injustas;
- Conflito de valores: desalinhamento entre valores pessoais e demandas organizacionais
Como identificar os Sintomas de Burnout
Reconhecer a síndrome de burnout sintomas é crucial para buscar ajuda antes que a condição se agrave severamente.
Os sinais podem se manifestar em diferentes dimensões da vida, afetando aspectos físicos, emocionais e comportamentais.
Em seguida, é importante observar que esses sintomas tendem a se intensificar progressivamente e podem começar de forma sutil, sendo facilmente confundidos com outras condições.
Dessa forma, estar atento às mudanças no próprio comportamento e bem-estar pode permitir intervenção precoce e recuperação mais eficaz.
Sintomas físicos e emocionais
Os sintomas físicos do burnout frequentemente incluem fadiga extrema que não melhora com descanso, dores de cabeça frequentes, problemas digestivos e alterações do sono.
Essas manifestações físicas refletem o impacto do estresse crônico no organismo.
Por outro lado, os sintomas emocionais podem ser ainda mais desafiadores, incluindo sentimentos de desesperança, irritabilidade constante, ansiedade e uma sensação crescente de inadequação profissional.
Sinais de alerta da Síndrome de Burnout
- Exaustão constante: cansaço que persiste mesmo após períodos de descanso;
- Despersonalização: atitude fria e distante em relação ao trabalho e colegas;
- Redução da realização pessoal: sentimento de incompetência e falta de conquistas;
- Alterações do sono: insônia, sono fragmentado ou excesso de sono;
- Problemas de concentração: dificuldade para focar e tomar decisões simples;
- Sintomas físicos: dores de cabeça, problemas digestivos, tensão muscular;
- Mudanças no apetite: perda de apetite ou alimentação compulsiva
Como a terapia pode ajudar
A psicoterapia desempenha um papel fundamental no tratamento e recuperação da síndrome de burnout.
Através de diferentes abordagens terapêuticas, é possível identificar padrões de pensamento e comportamento que contribuem para o esgotamento.
Além disso, a terapia oferece um espaço seguro para processar as emoções relacionadas ao trabalho e desenvolver estratégias práticas para lidar com o estresse de forma mais saudável.
Dessa maneira, o acompanhamento psicológico não apenas trata os sintomas existentes, mas também fornece ferramentas para prevenir recaídas e construir maior resistência ao estresse futuro.
Estratégias terapêuticas eficazes
Diferentes abordagens psicológicas podem ser utilizadas no tratamento do burnout, dependendo das necessidades específicas de cada pessoa.
A terapia cognitivo-comportamental, por exemplo, ajuda a identificar e modificar padrões de pensamento que perpetuam o estresse.
Do mesmo modo, técnicas de mindfulness e relaxamento podem ser integradas ao processo terapêutico para reduzir os sintomas físicos e promover maior consciência sobre os próprios limites.
Por fim, o trabalho terapêutico também foca no desenvolvimento de habilidades de comunicação assertiva e estabelecimento de limites saudáveis no ambiente profissional.
Prevenção e cuidados a longo prazo
Prevenir a síndrome de burnout é tão importante quanto tratá-la.
Estabelecer rotinas de autocuidado, manter hobbies e atividades prazerosas fora do trabalho, e criar limites claros entre vida pessoal e profissional são estratégias essenciais.
Além disso, desenvolver uma rede de apoio social sólida e praticar atividades físicas regulares contribuem significativamente para a manutenção do bem-estar emocional.
Nesse contexto, é fundamental reconhecer os próprios limites e não hesitar em buscar ajuda profissional quando os primeiros sinais de esgotamento aparecem.
A importância do suporte profissional
Buscar ajuda psicológica especializada não é sinal de fraqueza, mas sim de autocuidado inteligente.
Um psicólogo experiente pode oferecer perspectivas objetivas sobre a situação e desenvolver estratégias personalizadas de recuperação.
Além disso, o acompanhamento profissional permite monitoramento adequado do progresso e ajustes no plano de tratamento conforme necessário.
Por outro lado, tentar lidar com o burnout sozinho pode prolongar desnecessariamente o sofrimento e aumentar o risco de complicações como depressão e transtornos de ansiedade.

Conclusão
A síndrome de burnout representa um desafio significativo na sociedade moderna, mas com reconhecimento precoce e tratamento adequado, é possível alcançar recuperação completa e prevenir recaídas.
Compreender os sintomas e buscar ajuda especializada são passos fundamentais nesse processo.
Dessa forma, investir na própria saúde mental e bem-estar não beneficia apenas o indivíduo, mas também melhora sua qualidade de vida pessoal e profissional de forma duradoura.
Por fim, lembre-se de que recuperar-se do burnout é um processo que requer paciência, autocompaixão e, frequentemente, mudanças significativas na forma de lidar com o trabalho e a vida.
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Agradecemos pela leitura deste artigo sobre síndrome de burnout e seus sintomas.
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Até a próxima!












A Mirella é uma ótima profissional e sou muito grata por toda ajuda durante os anos de acompanhamento, me ajudando a encontrar minha melhor versão e a enxergar as situações de diferentes ângulos. Começamos em 2021 e desde então sinto grande diferença em mim, refletindo em diversas áreas da minha vida. Fico muito feliz de poder compartilhar um pouco sobre essa profissional ética, carinhosa, atenciosa e acolhedora!